Skip to content Skip to footer

Marcha indígena tomou conta de Brasília em busca de direitos

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Milhares de indígenas de diferentes regiões do país ocuparam, na manhã da terça-feira (7), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em mais um ato do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), principal mobilização indígena do Brasil.

A marcha teve início por volta das 9h30, no Eixo Cultural Ibero-Americano, e seguiu por cerca de seis quilômetros até o Congresso Nacional, foco central das reivindicações do movimento.

Participaram do ato representantes de diversas etnias, entre elas tikuna, kokama, makuxí, pataxó e guajajara, além de integrantes de dezenas dos povos originários ainda existentes no país. Sob forte calor, os manifestantes caminharam caracterizados com pinturas corporais e adornos tradicionais, carregando faixas com críticas ao Legislativo e mensagens em defesa da demarcação de terras.

A mobilização ocorreu em meio a um cenário de tensão envolvendo propostas legislativas que, segundo lideranças indígenas, ameaçam direitos garantidos pela Constituição. Entre os principais pontos de contestação está a tese do marco temporal, que limita a demarcação de terras às áreas ocupadas em 1988.

Apesar de o Supremo Tribunal Federal já ter considerado a tese inconstitucional em 2023, o tema voltou ao debate após a aprovação de uma proposta no Senado em 2025, ainda pendente de nova análise na Câmara.

Além das críticas ao Congresso, os indígenas também denunciam pressões de setores econômicos, como agronegócio e mineração, sobre territórios tradicionais. Como parte de um acordo com as autoridades do Distrito Federal, os participantes deixaram instrumentos tradicionais no acampamento e ocuparam parte das vias do Eixo Monumental de forma organizada.

O movimento também cobrou maior avanço nas demarcações. Dados oficiais apontam que, entre 2023 e 2025, foram reconhecidos 20 novos territórios indígenas, somando cerca de 2,5 milhões de hectares. Ainda assim, lideranças afirmam que há um grande número de áreas aguardando regularização, em um contexto marcado por conflitos e vulnerabilidade nas comunidades.

Bookmark

Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

Mais Matérias

18 jun 2026

Operação da PF atinge Jaques Wagner e investiga apartamento de R$ 2,5 milhões

Investigação da Polícia Federal mira repasses financeiros ligados ao Banco Master e imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador
12 jun 2026

Gleisi garante estar pronta para enfrentar o bolsonarismo no berço da “Lava Jato”

Ex-ministra e pré-candidata ao Senado, deputada promete questionar o que Moro e sua turma fizeram pelo Paraná e o País desde que entraram no jogo político
18 jun 2026

Fogo de grandes proporções atinge Paraisópolis e destrói cerca de 50 moradias

O fogo atingiu a área conhecida como Travinhas, na Zona Sul de SP; um bombeiro sofreu ferimentos leves após a queda de um telhado

Condenação histórica: o que acontece agora com Eduardo Bolsonaro?

Decisão do STF abre disputa jurídica internacional; Ministério da Justiça precisará pedir extradição do ex-parlamentar aos EUA
17 jun 2026

Um dia após ser condenado por coação, Eduardo Bolsonaro grava vídeo em inglês pedindo socorro a Trump

Eduardo pede no vídeo que Trump retome as penalidades contra os magistrados responsáveis pelo processo
17 jun 2026

Relatórios revelam mais de R$ 13 milhões em movimentações suspeitas ligadas a Ciro Nogueira

Relatórios do Coaf apontam movimentações atípicas de R$ 13 milhões entre 2020 e 2025; suspeita é de ocultação patrimonial

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário