Skip to content Skip to footer

Após protestos, comissão do Senado rejeita “PEC da Bandidagem”

CCJ: rejeição é derrota para o bolsonarismo. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (24), por unanimidade, parecer rejeitando totalmente a Proposta de Emenda Constitucional conhecida como “PEC da Bandidagem” aprovada na semana passada pela Câmara Federal que exigia autorização prévia do Legislativo para abertura de processos judiciais contra parlamentares.

O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou parecer apontando que a PEC é flagrantemente inconstitucional, ao estabelecer uma “blindagem” para deputados e senadores acusados de cometer crimes.

Em seu voto, Vieira argumentou que a imunidade parlamentar é uma garantia existente, em diferentes formatos, em todos os países democráticos do mundo. Ele ressaltou, porém, que embora a proposta formalmente pareça um instrumento de defesa do Parlamento, é, na verdade, “um golpe fatal na sua legitimidade”. “Configura-se em portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”, disse o relator.

Rejeição ocorre após manifestações em todo o País

A rejeição acontece após os protestos ocorridos no domingo (21) que levaram milhares de pessoas às ruas em todas as capitais.

“DEU RUIM”: Após repercussão negativa, Moro recua e retira emenda para ressuscitar “PEC da Bandidagem”

Após protestos contra “PEC da Bandidagem” e anistia, Motta fala em votar isenção do Imposto de Renda

“PEC da Bandidagem” pode livrar presidente do União Brasil de processo por ligações do PCC

A PEC avançou na Câmara após ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra parlamentares envolvidos na tentativa de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro de 2023 e também de inquéritos para investigar a execução de emendas parlamentares, recursos públicos da ordem de RS 50 bilhões anuais sob controle do Legislativo.

Proposta vai ao Plenário para ser “enterrada” de vez

Apesar da rejeição na comissão, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), remeteu a matéria para votação também em plenário, com o objetivo de “enterrá-la” definitivamente.

Senadores de direita, entre eles o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR), chegaram a apresentar emendas para tentar “ressuscitar” a PEC. O relator rejeitou as emendas, apontando que a PEC sofre de “vício insanável de desvio de finalidade”.

“O real objetivo da proposta não é o interesse público – e tampouco a proteção do exercício da atividade parlamentar –, mas sim os anseios escusos de figuras públicas que pretendem impedir ou, ao menos, retardar, investigações criminais que possam vir a prejudicá-los”, justificou.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

06 mar 2026

PF investiga destino de R$ 390 milhões de aposentadoria de servidores

Suspeita é de que o dinheiro tenha sido aplicado de forma irregular em produtos financeiros oferecidos por bancos privados
06 mar 2026

Defesa de Vorcaro quer investigação sobre acesso a celulares apreendidos

Pedido se refere principalmente à divulgação de mensagens que teriam sido extraídas de aparelhos recolhidos no curso da investigação
06 mar 2026

Prefeito de Macapá renuncia após operação da PF e anuncia corrida ao governo do Amapá

A legislação eleitoral exige que chefes do Executivo se desliguem do cargo até seis meses antes do pleito caso queiram concorrer a outro posto eletivo
06 mar 2026

Pinacoteca de São Paulo inicia temporada com exposições inéditas

Mostras reforçam a proposta do museu de promover diálogos entre a produção brasileira e a arte contemporânea internacional
06 mar 2026

Investigação aponta venda de proteção policial e destruição de provas em SP

Investigação aponta que agentes públicos, advogados e operadores financeiros se associaram para manipular investigações e eliminar provas

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário