Contrariando os princípios constitucionais de transparência dos órgãos públicos, o Senado Federal dificulta o acompanhamento dos cidadãos à frequência dos senadores às sessões deliberativas da Casa. Ao contrário da Câmara Federal, a chamada “Câmara Alta” não disponibiliza dados consolidados sobre quantas sessões os parlamentares compareceram e quantas faltaram. Quem quiser a informação é obrigado a checar os registros de sessão por sessão, manualmente.
- Julia Zanatta, que folgou 292 dias em 2025, quer manter a 6X1 até 2038
- Escala 2 X 5: Marcos Pereira folgou 265 dias em 2025
- Contrário ao fim da escala 6 X 1, Tiririca folgou 256 dias em 2025
Não há como saber, por exemplo, de forma rápida e ágil, a quantas sessões o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), compareceu em 2025.
No site da Câmara, essa informação é facilmente encontrada. Basta clicar na aba “deputados” na capa do site, e em “Quem são”. Em seguida, digitar o nome do parlamentar e escolher o ano que se quer pesquisar.
Em poucos minutos é possível descobrir, por exemplo, que em 2026, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) participou de 42 dias de sessões na Câmara e registrou 4 ausências, sendo 3 justificadas e uma não justificada.
Ou seja, considerando que até esta segunda-feira (25), o ano teve 145 dias, Nikolas trabalhou 29% dos dias de 2026, folgando 103 dias, ou mais de 70% do ano.
O próprio Senado admite que o sistema deles não calcula automaticamente um “boletim de faltas” somado na tela. Para saber a frequência, o cidadão precisa olhar os Diários do Senado dia após dia.
Ou seja, a pessoa tem que acessar um arquivo PDF de cada uma das sessões, manualmente. Se a Casa fez, por exemplo, 20 sessões em um mês, é preciso abrir o registro de cada uma delas e contabilizar uma por uma até descobrir a quantas seu senador compareceu ou faltou. Um verdadeiro exercício de paciência para obter uma informação pública que deveria ser obrigatoriamente de fácil acesso.
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