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Atlas da Violência revela as regiões brasileiras mais mortais para mulheres

(Foto: Jorge Leão)

As regiões Norte e Nordeste concentraram, em 2024, os maiores índices de assassinatos de mulheres no Brasil. O dado aparece na nova edição do Atlas da Violência, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Roraima lidera o ranking nacional de violência letal contra mulheres. O estado registrou taxa de 12,6 homicídios para cada 100 mil mulheres, a maior do país. Embora tenha contabilizado 40 mortes ao longo do ano, o índice proporcional supera em mais de duas vezes o registrado no Ceará, segundo colocado na lista, com taxa de 5,7 e 269 casos.

Bahia e Pernambuco também aparecem entre os estados mais violentos para mulheres. A Bahia teve o maior número absoluto de assassinatos femininos do Brasil, com 414 vítimas em 2024, além de taxa de 5,4 mortes por 100 mil mulheres. Pernambuco registrou 271 mortes e repetiu o mesmo índice proporcional.

O levantamento ainda aponta índices elevados em Espírito Santo, Mato Grosso e Amazonas, todos acima da média nacional. Maranhão, Alagoas e Piauí também figuram entre os estados com maiores taxas de homicídios femininos.

Ao todo, o Brasil somou 3.642 mulheres assassinadas no ano passado, o que representa taxa nacional de 3,4 mortes por 100 mil mulheres. Apesar do cenário alarmante, 19 estados registraram queda nos casos em comparação com 2023, incluindo Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Na direção oposta, sete unidades federativas tiveram aumento nas ocorrências, entre elas Ceará, Paraná, Goiás e Roraima. No Paraná, por exemplo, foram registrados 238 homicídios de mulheres em 2024, com taxa de 4 mortes por 100 mil mulheres, acima da média brasileira.

São Paulo apareceu com a menor taxa do país, de 1,5 por 100 mil mulheres, mesmo tendo contabilizado 351 mortes ao longo do ano.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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