PP, União Brasil e Republicanos – partidos do Centrão que vinham negociando apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência – recuaram e já falam em lançar uma chapa com a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF). O recuo ocorreu após a divulgação de áudios e mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nos quais o senador pede dinheiro para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Mesmo que essa chapa não vingue, já é praticamente certo que as três legendas não devem mais dar apoio formal a Flávio no primeiro turno, liberando seus filiados a fazerem campanha para quem quiserem. Com isso, parlamentares de regiões como o Nordeste, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem nas pesquisas, poderiam fazer campanha para a reeleição do petista.
PP, União e Republicanos priorizam a eleição de deputados federais, que determina o tamanho das verbas de fundos eleitorais e partidários a que cada sigla têm direito, além de tempo na propaganda de rádio e TV. Um apoio formal a um candidato poderia dificultar alianças regionais e a formação de chapas para a Câmara Federal.
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