A campanha nem começou, mas o senador e pré-candidato da extrema-direita à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-SP), já sinalizou que vai usar a mesma tática de seu pai, Jair Bolsonaro, para se vitimizar quando a Justiça enquadrar suas práticas criminosas. Após ser indiciado por calúnia contra o presidente Lula, o parlamentar passou a acusar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes de tentar interferir no resultado das eleições.
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Moraes abriu um inquérito, atendendo a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), para investigar Flávio Bolsonaro por postagens em que o senador associou Lula ao tráfico internacional de drogas, armas e ao ditador Nicolás Maduro, afirmando que o petista seria “delatado”.
Em vez de responder juridicamente ao conteúdo das acusações, Flávio adotou a estratégia política de desqualificar o relator. Ele sustenta que Moraes, agora fora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tenta exercer influência sobre o pleito de 2026 diretamente do STF.
“Está muito claro qual é a estratégia. Já que agora Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo. Essa prática não dá para aceitar em outras eleições, (nem) agora em 2026”, choramingou Flávio.
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