Skip to content Skip to footer

Direita quer que EUA intervenham no Brasil, diz Gleisi

Nas redes sociais, ministra compara atuação de governadores de oposição à de Eduardo Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta sexta-feira (31) que governadores de partidos de direita tentam dividir o país e apoiam o discurso de intervenção dos Estados Unidos em países da América Latina, incluindo o Brasil.

Ela lembrou do posicionamento desses governadores contra a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso. “Ao invés de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina”, escreveu a ministra nas redes sociais.

Gleisi relacionou a atuação desses governadores a do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vivendo nos Estados Unidos desde março, tem fomentado sanções comerciais do governo do presidente Donald Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnisky e a suspensão de vistos dos ministros do STF e integrantes do governo federal.

“Não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”, acusou a ministra.

As declarações de Gleisi se referem a uma reunião, realizada no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (30), entre o governador Cláudio Castro (PL) e companheiros ultraconservadores: Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Eduardo Riedel (Progressistas), do Mato Grosso do Sul; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou remotamente, por chamada de vídeo.

Todos elogiaram os resultados da ação policial nos complexos da Penha e do Alemão que deixou 121 mortos. O objetivo principal a captura de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, tido como chefe do Comando Vermelho, mas ele não foi preso e continua foragido.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

22 maio 2026

Após caso “Bolso Master”, Lula abre diferença de 9 pontos sobre Flávio Bolsonaro no Datafolha

Vantagem também se consolidou nas simulações de segundo turno, onde Lula agora supera Flávio Bolsonaro pelo placar de 47% a 43%
22 maio 2026

“What’s Going On”: o disco que mudou a soul music e transformou Marvin Gaye em voz política dos EUA

Disco rompeu padrões da Motown ao abordar racismo, violência, pobreza e destruição ambiental
20 maio 2026

Esquerda tem que focar no que é prioritário para o trabalhador, defende vereador de MG, Douglas Veríssimo

Filho de família humilde que aproveitou oportunidades de aprendizado para ascender socialmente, parlamentar de Curvelo defende foco em pautas econômicas

PGR não desiste de delação de Vorcaro mesmo após negativa da PF

Rejeição da PF não encerra negociações, mas aumenta pressão sobre o ex-banqueiro investigado
24 maio 2026

Filme sobre Bolsonaro pode render multa de até R$ 100 mil pela Ancine

Agência apura possível descumprimento de regras para filmagens estrangeiras no Brasil
24 maio 2026

Banco Itaú recusou saque milionário antes da prisão de Deolane

Polícia suspeita que movimentações financeiras serviam para ocultar recursos do crime organizado

STF forma maioria e leva policiais ao banco dos réus no caso Marielle

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio e outros dois agentes responderão a nova ação penal no Supremo
24 maio 2026

Redução da maioridade penal reacende guerra política em Brasília

Proposta em análise na CCJ prevê responsabilização criminal para adolescentes de 16 e 17 anos em crimes graves

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário