Skip to content Skip to footer

Lula envia ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Antifacção

Objetivo é combater organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho; penas podem chegar a 30 anos de prisão
Lula: fechando o cerco sobre crime organizado. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou nesta sexta-feira (31) ao Congresso Nacional um projeto de lei que tem por objetivo combater organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho, minar sua infiltração na economia formal e endurecer penas que podem chegar a 30 anos de prisão. A intenção é fechar o cerco à criminalidade com a implementação de medidas rigorosas contra facções.

O Projeto de Lei Antifacção foi elaborado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, o texto estabelece medidas para desmantelar essas organizações e punir seus chefes com penas mais duras.

A proposta abre caminho para a descapitalização do crime organizado de forma mais rápida, além de transformar o crime de organização criminosa qualificada em hediondo. Assim, ele passa a ser inafiançável e insuscetível de graça, indulto ou anistia, com o cumprimento da pena em regime inicial fechado.

O projeto também prevê a criação do Banco Nacional de Organizações Criminosas, que integrará as forças de segurança de todo o país, federais, estaduais, municipais e os dados relativos a membros de organizações criminosas. “Todos os agentes saberão se alguém pertence ao crime organizado”, explicou Lewadovski.

O Ministério da Justiça informou que ainda este ano deverá anunciar mais medidas de combate à criminalidade.

Carbono Oculto

Em agosto, a Polícia Federal deflagrou a operação “Carbono Oculto”, que desbaratou esquemas de bilhões de reais em atividades ilícitas, com empresas lavando dinheiro e se infiltrando em licitações públicas de transporte e coleta de lixo. O projeto encaminhado por Lula ao Legislativo traz inovações com métodos mais sofisticados de investigação e controle.

Outra medida prevista na proposta é que facções e milícias que atuam sobre territórios e se infiltram na economia formal se tornem alvos das legislações que deverão ser alteradas, entre elas o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos, a da Prisão Temporária e a de Execução Penal.

Na quinta-feira (30), o presidente já havia sancionado uma lei que amplia as penalidades para quem faz parte de facção criminosa, quem de alguma forma protegê-la e, ainda, quem contratar serviços criminosos junto a um ou mais desses grupos. Ela também prevê mais mecanismos de proteção a agentes públicos que estiveram em combate ao crime organizado.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

09 mar 2026

Para professor Josemar, discurso de “meritocracia” é farsa para mascarar racismo

“Só vamos abrir mão de cotas quando brancos ricos abrirem mão do direito à herança”, diz deputado do PSOL-RJ, que desde criança já se interessava por política

Deputados do PL de Flávio Bolsonaro cobravam 25% de propina em emendas

Entre as provas está um vídeo de outubro de 2020 em que Josimar Maranhãozinho aparece retirando maços de dinheiro de uma caixa

General que planejou matar Moraes e Lula ganha direito a “visita íntima” na prisão

Militar foi um dos autores do chamado “Plano Punhal Verde Amarelo”
10 mar 2026

Bolsonaro quer receber assessor supremacista de Trump que defendeu esterilização de minorias étnicas

Darren Beattie é conhecido como ideólogo de extrema-direita que utiliza o cargo para promover teorias conspiratórias e agendas de nacionalismo branco
10 mar 2026

“Machosfera”: deputada Duda Salabert propõe criminalizar movimento red pill

Movimento defende que homens estão sendo manipulados ou oprimidos por mulheres e pela sociedade moderna
10 mar 2026

“Machosfera”: vídeos simulando agressões a mulheres que dizem “não” viralizam

Deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) denunciou o caso ao Ministério Público, criticando a falta de regulamentação das redes

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário