Direita reage à recondução de Paulo Gonet à PGR: “Bolsonaro não seria condenado sem denúncia de Gonet”
A recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República provocou forte reação entre parlamentares da direita e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Gonet, indicado ao cargo pela segunda vez pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso tenha indicação aprovado pela CCJ e pelo Plenário do Senado Federal, permanecerá no comando da Procuradoria-Geral da República até 2027.
Bacharel e doutor em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre pela Universidade de Essex, no Reino Unido, Gonet é considerado um perfil técnico e discreto, mas sua atuação recente despertou insatisfação entre setores da oposição.
A principal crítica da direita recai sobre o papel da PGR no oferecimento de denúncia contra Jair Bolsonaro e outros investigados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O processo, que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão, fato que motivou duras declarações de aliados e pedidos de impeachment do procurador-geral.
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Entre os críticos mais contundentes está o senador Eduardo Girão (Novo-CE), que classificou o processo como “absurdo”, alegando que ele se baseou em uma delação premiada questionável do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.
Vazou áudio dele dizendo que já estava tudo combinado, como algo encomendado
afirmou o senador a jornalistas no Senado.
Outros parlamentares bolsonaristas também alegam que Gonet agiu de forma política e que o caso expôs parcialidade da PGR em relação aos adversários do governo Lula.
Além disso, a recondução de Gonet ocorre em meio a outro episódio sensível: a denúncia apresentada pela PGR contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de pressionar autoridades norte-americanas a punirem ministros do STF. O caso deve ser analisado nesta sexta-feira (14) pela Primeira Turma do Supremo, que decidirá se o filho do ex-presidente se tornará réu.
Apesar das críticas da oposição, a maior parte do Senado defende a permanência de Gonet, destacando sua trajetória jurídica e o compromisso institucional com o combate à desinformação e às ameaças à democracia.
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