Sem bets, Flamengo diz que 1,2 mil empregados podem ser afetados
O Flamengo estimou uma perda de R$ 430 milhões em receitas com a proibição das bets no Brasil, durante audiência pública realizada na terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Ao discutir os efeitos da medida, o clube afirmou que o encerramento dos contratos pode atingir cerca de 1,2 mil empregados e comprometer investimentos esportivos.
A diretoria sustentou que assumiu despesas com salários e outras obrigações contando com recursos de acordos celebrados após a regulamentação das apostas pelo Congresso Nacional. Na avaliação apresentada à Corte, a interrupção desses pagamentos dificulta o cumprimento dos compromissos financeiros e gera insegurança para instituições que organizaram seus orçamentos sob as regras anteriores.
O alerta também alcançou as modalidades olímpicas mantidas pelo Flamengo, que prevê dificuldades na preparação de atletas para os próximos Jogos. Segundo a exposição do clube, a redução das receitas pode prejudicar o trabalho desenvolvido nessas categorias, ampliando os efeitos da proibição para além das equipes de futebol e dos contratos de patrocínio.
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O Fluminense concentrou suas críticas no prazo concedido para adaptação, considerado insuficiente para reorganizar as finanças e substituir os recursos perdidos. O clube afirmou que teve dez dias para enfrentar a mudança e comparou a situação brasileira à de países que estabeleceram períodos maiores de transição para restringir a publicidade das apostas.
Representantes do governo defenderam a proibição com argumentos relacionados à saúde pública, à proteção das famílias e ao combate ao crime organizado. Nas manifestações, integrantes do Executivo destacaram o avanço da dependência em jogos e sustentaram que os prejuízos sociais precisam pesar na análise sobre o funcionamento das empresas do setor.
Convocada pelo ministro Luiz Fux, a audiência integra a discussão da ação que contesta a medida provisória responsável pela proibição nacional das apostas. Na abertura, o relator afirmou que os dados recebidos até aquele momento indicavam consequências prejudiciais da atividade no país.
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