O governo estadunidense articula uma medida para interromper a concessão de vistos de imigração a cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A informação veio a público inicialmente por meio da Fox News e foi confirmada pela Casa Branca, que detalhou que a medida atinge autorizações voltadas à moradia permanente e ao trabalho. Vistos de turismo, negócios e estudos ficam fora do bloqueio.
De acordo com um memorando do Departamento de Estado, a orientação a consulados é para negar novos pedidos dessas categorias a partir de 21 de janeiro. O congelamento não tem prazo definido e, segundo o governo americano, servirá para uma reavaliação ampla dos critérios usados na política migratória.
A lista oficial dos países afetados ainda não foi divulgada formalmente, mas o Brasil aparece entre os citados por fontes do governo dos EUA, ao lado de nações como Rússia, Irã, Afeganistão e Somália.
Autoridades brasileiras afirmam que não houve comunicação oficial prévia sobre a decisão. Nos bastidores, o Itamaraty mantém contato com representantes americanos para compreender o alcance da medida e seus impactos. A justificativa apresentada por Washington envolve o custo de programas sociais e a avaliação de que imigrantes de determinados países estariam pressionando o sistema de seguridade social norte-americano.
O anúncio ocorre em meio ao endurecimento da política migratória do presidente Donald Trump, em seu segundo mandato. Casos recentes de suposto uso irregular de benefícios públicos por comunidades estrangeiras, especialmente ligados à Somália, teriam influenciado a decisão.
Nesta semana, o governo também confirmou a revogação de mais de 100 mil vistos já concedidos, incluindo autorizações para estudantes e estrangeiros com histórico de problemas legais.
Analistas avaliam que a suspensão faz parte de uma estratégia mais ampla para restringir a imigração legal ao longo de 2026. Até o momento, a Embaixada dos EUA em Brasília não se manifestou oficialmente, e o espaço segue aberto para esclarecimentos adicionais.
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