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ProUni: filho de diarista e pedreiro vira diplomata

Brasiliense passou em concurso do Instituto Rio Branco com mais de 8 mil inscritos
Dona Cida e o filho, Douglas: brasiliense teve bolsa integral do ProUni. Foto: reprodução/X/Ricardo Stuckert.

Filho de mãe diarista e pai pedreiro, o brasiliense Douglas Rocha Almeida foi recebido, nesta quinta-feira (15), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Ao lado da mãe, Cida Almeida, Douglas conversou com Lula sobre a sua trajetória de aluno de escola pública que pôde ter acesso ao ensino superior graças a uma bolsa integral do ProUni, programa criado em 2004, no primeiro mandato do petista.

Douglas se formou em Relações Internacionais na Universidade Católica de Brasília (UCB). Em dezembro de 2025, ele foi aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), realizado pelo Instituto Rio Branco. O resultado final do concurso foi homologado e divulgado em 5 de novembro de 2025, quando seu nome apareceu entre os 50 aprovados (de um total de 8.861 inscritos).

Determinação

Dona Cida, como é conhecida a mãe do mais novo aspirante a diplomata, falou sobre adversidades que o filho enfrentou para conseguir se credenciar para essa carreira. “Minha maior emoção dele ter passado é um patrão que falou assim: ‘Fala para ele desistir porque esse curso ele não passa não, porque é um dos mais difíceis do Brasil. Então ele não passa. Tem um amigo que tenta há 10 anos e tem dinheiro e não passa.’”

Douglas destacou a importância do ProUni para a população mais carente, que até então raramente tinha acesso ao ensino universitário. “Eu quero falar que histórias como a minha, elas são verdadeiras, elas são reais, elas existem”, garantiu.

Douglas contou que quando entrou no curso de Relações Internacionais trabalhava como garçom. “Trabalhei como garçom até os 27 anos, dos 15 aos 27 — e aí eu entrei, conheci a carreira de diplomata durante o curso e sabia que não era para mim. Até que minha irmã faleceu em 2017 e aí eu fui levado para vários questionamentos”, explicou.

Garçom

Lula perguntou como ele se convenceu de que queria ser diplomata mesmo diante dessas dificuldades. “Minha mãe é diarista, meu pai é pedreiro. Eu tive uma formação toda em escola pública. E aí, em 2017, a gente ficou meio sem propósito depois que minha irmã faleceu e eu tive de arrumar alguma coisa que me segurasse aqui. E aí eu escolhi ser diplomata para dar uma opção de trabalho para além de diarista para minha mãe, e também porque eu estava entendendo que poderia ser o meu chamado”, relatou.

“Eu não desisti porque em casa eu nunca vi a minha mãe desistindo. Então aprendi a perseverança, a persistência de berço. Então persista que vai dar certo”, afirmou ele.

Lula se despediu de Douglas com um “logo eu vou te ver no Itamaraty”.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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