PF coloca MC Ryan, artista mais ouvido do Brasil no Spotify, como líder de esquema criminoso
Apontado pela Polícia Federal como líder de uma estrutura criminosa voltada à lavagem de dinheiro, o funkeiro MC Ryan, nome artístico de Ryan Santana dos Santos, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação que investiga um esquema bilionário envolvendo apostas ilegais e rifas digitais. A ação também resultou na detenção de MC Poze do Rodo e integra um inquérito que tramita na 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista.
Segundo a PF, MC Ryan seria o principal responsável por coordenar a engrenagem financeira do grupo e o maior beneficiário dos recursos movimentados. A investigação aponta que ele utilizava empresas ligadas ao setor musical e de entretenimento para misturar receitas lícitas com dinheiro de origem ilegal, criando uma aparência de legalidade para os valores.
O relatório também descreve estratégias adotadas para dificultar o rastreamento do patrimônio, como a transferência de bens e participações empresariais para familiares e terceiros. A apuração identificou ainda a atuação de operadores financeiros encarregados de circular os recursos e reinseri-los na economia formal, por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, veículos e outros ativos de valor elevado.
Entre os nomes ligados à estrutura está Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador central do esquema. Ele já havia sido preso em 2025, na Operação Narco Bet, que deu origem ao atual desdobramento. Já MC Poze aparece relacionado a empresas e movimentações financeiras investigadas.
As prisões ocorreram em Bertioga, onde Ryan foi localizado, e no Rio de Janeiro, onde Poze foi detido. Além das detenções, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e impôs restrições a empresas ligadas aos investigados. Ao todo, foram cumpridos mandados em diversos estados.
As defesas informaram que ainda não tiveram acesso aos autos, que correm sob sigilo, e afirmaram que irão se posicionar após análise do processo. As investigações continuam.
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