PIB cresce 2,3% em 2025, mas economia perde fôlego no fim do ano
A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma o quinto ano seguido de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), mas marca o desempenho mais fraco da sequência recente.
Entre 2021 e 2024, o avanço anual havia superado a marca de 3%, com destaque para os 3,4% registrados no ano anterior.
O ritmo mais moderado já era esperado por analistas, diante do ambiente de juros elevados mantido ao longo do ano para conter a inflação.
A taxa básica, a Selic, foi elevada a partir de setembro de 2024 pelo Banco Central do Brasil e atingiu 15% ao ano em junho de 2025, permanecendo nesse patamar desde então. O crédito mais caro reduziu o fôlego do consumo e dos investimentos, especialmente na segunda metade do ano.
No quarto trimestre, o PIB variou apenas 0,1% em relação aos três meses anteriores, após estabilidade no terceiro trimestre. Os números indicam uma economia praticamente parada na reta final de 2025. Ainda assim, o resultado anual ficou alinhado às projeções do mercado financeiro.
O desempenho foi puxado principalmente pelo início do ano, quando a safra recorde de grãos impulsionou a atividade. Também contribuíram a melhora no mercado de trabalho e setores como a indústria extrativa. Com o fim do ciclo agrícola mais forte e os efeitos prolongados dos juros altos, a economia perdeu tração.
Para 2026, as expectativas são mais contidas. O mercado projeta crescimento abaixo de 2%, enquanto a área econômica do governo trabalha com estimativa um pouco mais otimista. O cenário externo, marcado pela guerra no Irã e pela alta do petróleo, adiciona incertezas e pode influenciar tanto exportações quanto a inflação.
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