Após dois dias sob custódia na Flórida, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi liberado pelas autoridades dos Estados Unidos na quarta-feira (15). A detenção teve início na segunda-feira (13), quando o ex-parlamentar foi interceptado por agentes de imigração em Orlando e, em seguida, levado sob custódia pelas autoridades locais. A liberação ocorreu sem que os órgãos norte-americanos divulgassem os motivos da decisão.
Ramagem estava sob responsabilidade do serviço de imigração dos Estados Unidos, responsável por fiscalizar a permanência de estrangeiros no país. Após a soltura, o nome dele deixou de constar nos registros públicos de detenção da região, indicando que não há mais vínculo imediato com o sistema prisional local.
O caso ocorre em meio a um pedido formal de extradição apresentado pelo governo brasileiro. As autoridades do Brasil buscam o retorno do ex-parlamentar para cumprimento de pena relacionada a investigações sobre uma tentativa de ruptura institucional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo apurações da Polícia Federal, Ramagem deixou o país em setembro do ano passado, mesmo estando proibido de viajar por decisão do Supremo Tribunal Federal. A saída teria ocorrido por uma rota terrestre, passando pela fronteira com a Guiana, antes de seguir para os Estados Unidos utilizando passaporte diplomático que não havia sido recolhido.
Além das implicações judiciais, o ex-deputado também perdeu o mandato parlamentar no fim de 2025. A decisão foi formalizada pela Câmara dos Deputados após a condenação criminal, conforme previsto na Constituição.
A situação jurídica de Ramagem segue indefinida, com a análise do pedido de extradição em andamento. Até o momento, não há informações sobre eventuais restrições impostas a ele após a soltura nem sobre novos desdobramentos por parte das autoridades americanas.
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