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Suplente de Alcolumbre é indiciado por corrupção e tráfico de influência

(Foto: Reprodução)

A Polícia Federal concluiu uma investigação que aponta a atuação do empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, em um suposto esquema de influência dentro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá para beneficiar empresas ligadas ao grupo dele em contratos públicos milionários.

O relatório foi enviado à 4ª Vara Federal de Macapá e resultou no indiciamento do empresário por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Segundo a apuração, a investigação identificou indícios de que cargos estratégicos no órgão federal teriam sido ocupados por pessoas alinhadas aos interesses do empresário.

Após mudanças na estrutura regional do Dnit, empresas relacionadas a Breno Chaves passaram a vencer disputas envolvendo obras e manutenção da BR-156, principal rodovia do estado. A PF também indiciou o superintendente regional do órgão, Marcello Vieira Linhares, suspeito de participação no esquema.

Os investigadores apontam suspeitas de fraude em ao menos quatro licitações que, somadas, ultrapassam R$ 60 milhões. Perícias realizadas pela corporação identificaram sinais de combinação prévia entre concorrentes, propostas consideradas fictícias e favorecimento direcionado a determinadas empresas. Conversas obtidas pela PF mostram troca antecipada de informações internas do Dnit sobre processos licitatórios antes da divulgação oficial.

O relatório também detalha movimentações financeiras classificadas como atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Empresas ligadas ao empresário movimentaram mais de R$ 3 milhões em dinheiro vivo no período investigado. Entre os episódios citados está um saque de R$ 350 mil feito pessoalmente por Breno Chaves Pinto em janeiro de 2024.

A investigação ainda identificou transferências milionárias para um posto de combustíveis no Amapá e encontros reservados entre investigados fora da sede do Dnit, incluindo reuniões em hotéis. Em nota, Alcolumbre afirmou não possuir ligação com os negócios do suplente nem interferir em contratos da autarquia. O Dnit declarou colaborar com as investigações.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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