A participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um encontro com um empresário do setor do funk investigado por lavagem de dinheiro ganhou repercussão após a deflagração da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal.
A ação, realizada na terça-feira (15), resultou na prisão de Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, ligado à produtora GR6 Explode, sob suspeita de integrar um esquema de movimentação financeira associado ao Primeiro Comando da Capital.
O encontro ocorreu em agosto do ano passado, na residência do cantor Latino, em São Paulo. Segundo o governo paulista, o convite partiu do artista, que buscava aproximar o chefe do Executivo estadual de nomes do setor de entretenimento. Durante a ocasião, houve registro de fotos entre o governador e convidados, incluindo o empresário preso posteriormente.
Em nota, o Palácio dos Bandeirantes afirmou que, em agendas públicas e compromissos sociais, é comum a presença de diversas pessoas, o que inviabiliza qualquer verificação prévia sobre eventuais antecedentes dos participantes.
A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que o grupo sob suspeita utilizaria empresas e atividades ligadas à música para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas, inclusive por meio de transações com criptoativos dentro e fora do país. O volume financeiro analisado ultrapassa R$ 1,6 bilhão, conforme dados da corporação.
Além de Oliveira, artistas como MC Ryan e MC Poze do Rodo também foram citados na operação, embora neguem qualquer envolvimento com irregularidades. Ao todo, foram mobilizados mais de 200 agentes para o cumprimento de dezenas de mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal em Santos.
A defesa do empresário sustenta que todas as movimentações financeiras têm origem em atividades lícitas e devidamente formalizadas, destacando que o investigado colabora com as autoridades.
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