Nunes Marques censura jornal dos petroleiros; categoria repudia ataque à liberdade de expressão
A Federação Única dos Petroleiros divulgou nota em que repudia a medida imposta pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, de impedir a circulação do jornal “Petróleo dos Brasileiros”. No documento, a entidade aponta que a decisão representa um grave ataque à liberdade de expressão e ao direito dos sindicatos informarem a população.
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Nunes Marques acatou pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou a edição especial do jornal, cujo tema central é a comparação dos projetos dos candidatos à Presidência da República para a Petrobrás e o Brasil.
O documento determina que o Sindipetro Unificado interrompa a distribuição dos exemplares, retire o arquivo do site e cesse a divulgação do material em seus canais digitais. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 10 mil, além de outras medidas judiciais.
“A medida representa um grave ataque à liberdade de expressão e ao direito de informar a população. É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o país e para os brasileiros”, destaca Cibele.
Projetos
O alvo da decisão do TSE foi a edição especial de setembro do jornal sindical, intitulada “Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?”. “A edição cumpre o seu papel de apresentar aos brasileiros o que cada projeto político defende para o futuro da Petrobrás. Mas, em vez de discutir publicamente as propostas para uma das empresas mais estratégicas do país, o sindicato agora precisa cumprir determinações judiciais que impedem a circulação desse conteúdo”, ressalta Cibele.
Segundo a federação, a censura imposta ao jornal, a pedido de Flávio Bolsonaro, visa impedir divulgação de material jornalístico sobre medidas adotadas durante a gestão de Jair Bolsonaro contra a Petrobrás e seus trabalhadores, fatos já amplamente noticiados na ocasião. Porém, o ministro Nunes Marques coloca várias páginas de seu despacho sob sigilo, aponta a FUP.
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