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Nunes Marques formalizou prorrogação 49 minutos após horário de fechamento

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, assinou às 17h49 do domingo (25) o ofício que comunicava aos tribunais regionais a prorrogação da votação até as 19h em todo o Brasil. A formalização ocorreu 49 minutos depois do encerramento habitual, quando parte das urnas já estava fechada, segundo documento obtido pelo ICL Notícias.

A extensão havia sido determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante de denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores. A medida buscava assegurar tempo adicional para quem enfrentou problemas de transporte e atribuía ao TSE a responsabilidade de executar a ordem.

No comunicado, Nunes Marques orientou que permanecessem funcionando apenas as seções ainda abertas, sem estabelecer expressamente a reabertura daquelas encerradas. O texto também solicitava providências imediatas dos tribunais regionais, incluindo o repasse das instruções aos juízes eleitorais e às equipes responsáveis pelo recebimento dos votos.

Em São Paulo, mesários relataram orientações para finalizar os trabalhos às 17h, enquanto alguns disseram ter tomado conhecimento da prorrogação somente depois de sair. No Paraná, informações divulgadas durante a controvérsia apontavam que 87,4% dos locais de votação já haviam encerrado suas atividades.

O TSE chegou a começar a totalização antes de interromper o procedimento, com mais de 335 mil votos contabilizados em 1.225 seções. Posteriormente, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria alcançar os locais ainda abertos e que a apuração das urnas encerradas poderia prosseguir, sem impedir investigações posteriores.

As reclamações sobre transporte incluíam redução de ônibus em municípios paulistas e baianos, além de dificuldades relacionadas a chuvas e bloqueios de vias. Embora o ofício confirme o horário da assinatura, não informa quando o TSE recebeu a decisão nem se houve orientações anteriores, lacunas que precisam ser esclarecidas para determinar o intervalo efetivo da comunicação e avaliar eventuais responsabilidades pelo cumprimento da ordem em território nacional.

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