
CRIMINOSO
Em meio à descrença nas instituições e à normalização da monstruosidade fascista, surge “Nuremberg” de James Vanderbilt.
Fruto da tradicional família milionária novaiorquina, por décadas o cidadão operou na indústria do cinemão como produtor e roteirista de altos e baixos, até que decidiu dirigir Russel Crowe, Michael Shannon, Rami Malek e Leo Woodall em “Nuremberg”, seu primeiro filme.
Na tela, com algumas licenças históricas, está a tentativa de punir três tipos de crimes: de Guerra; Contra a Paz: e Contra a Humanidade. O esforço, mais do que nas penas dos condenados, se materializou na Carta da ONU, de junho de 1945 (meses antes de começarem os julgamentos); na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de dezembro de 1948; e na Convenção Internacional contra o Genocídio, do mesmo mês e ano.
O que torna “Nuremberg” um libelo tristemente atual, é o fato de o tolerado pedofilocrata Donald Trump, acumpliciado ao sanguinário teocrata Benjamin Netanyahu, ter violado cada um dos preceitos e valores centrais estampados na Carta da ONU, na Declaração e na Convenção contra o Genocídio.
Parte significativa das corporações midiáticas norte-americanas – para as quais estava tudo bem enquanto ele “apenas” estuprava crianças – admite hoje que a conduta do pedofilocrata é criminosa. Mais relevante ainda, analistas políticos de renome anunciam que Trump prepara, desde maio de 2025, um golpe de estado.
Durante seu mandato anterior e até o patético 6 de janeiro de 2021, o pedofilocrata Trump foi impedido de se tornar ditador (em sentido explícito) por diversos setores da irracional institucionalidade dos EUA, com destaque para os militares.
Os generais (que lá prestam juramento à Constituição, enquanto cá juram “obedecer ao chefe”) foram uma pedra no sapato do pedofilocrata Trump, que em razão disso, ano passado, alterou o currículo da academia militar de West Point à revelia da comissão permanente do Congresso dedicada à fiscalização da formação de oficiais.
Em setembro de 25, o pedofilocrata Trump e seu secretário de defesa/guerra – o tal Hegseth digno do “head-hunter-às-avessas” formador do governo Bolsonaro -, reuniram ineditamente cerca de 800 oficiais generais para uma tentativa de lavagem cerebral fascista, no que poderia ser descrito em linguagem de autoajuda como “torne-se imbecil em duas horas”. Um general italiano adido, presente ao evento, declarou que aquilo seria impensável até na ditadura de Mussolini.
Sem unanimidade a ponto de terem que demitir o chefe de estado maior do exército em 2 de abril (o general Randy George, imediatamente aposentado, declarou que o país é dirigido por um lunático que está a destruir o U.S. Army) a pedofilocracia norte-americana logra, no entanto, seduzir segmentos de seus guerreiros profissionais ao cometimento de crimes de guerra.
O renomado Paul Krugman, Nobel de Economia, alerta que há uma preocupante penetração da ideologia fascista MAGA dentre os militares. E o historiador Timothy Snyder, professor em Yale, aponta para a resultante probabilidade de um golpe de estado pedofilocrata nas eleições parlamentares agendadas para 3 de novembro próximo.
“Golpe de estado” nos EUA, porém, não prescinde de militares. Pode ser algo ainda mais sutil do que o perpetrado contra Dilma por Temer, o Usurpador, há dez anos. Basta que outros governadores pedofilocratas sigam o do Texas e alterem na mão grande distritos eleitorais, de modo a reduzir o número de representantes a serem eleitos em colégios reconhecidamente democráticos (não apenas “Democratas”).
Mantida a maioria parlamentar via golpe, o pedofilocrata Trump continuará a protagonizar crimes contra a Humanidade em seu próprio país e no resto do Globo, e a comandar crimes de Guerra e contra a Paz. E formará e aliciará com dinheiro, militares cada vez mais fascistizados.
É a repetição da história enquanto tragédia, o que faz de “Nuremberg” um filme obrigatório. As tragédias da guerra, da coisificação do ser humano e do genocídio ressurgiram majoradas, pois mesmo juntos Alemanha, Itália e Japão não representavam a ameaça de uma superpotência.
Falta ressurgir um novo “tribunal”.
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