PF mira ex-prefeito e candidato do União Brasil em esquema de R$ 7,6 bi
O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, está entre os principais alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (7).
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro que, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Canella foi conduzido à Superintendência da PF, no Centro do Rio, para prestar depoimento.
A ofensiva também tem como alvos o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, e o inspetor da corporação Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Ao todo, agentes federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em municípios da Região Metropolitana, na capital fluminense e em Resende, no Sul do estado. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens, valores e a suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, Pablo Russo seria o verdadeiro controlador de uma extensa rede de postos de combustíveis registrada em nome de terceiros. As investigações apontam que a estrutura empresarial envolveria mais de 80 empresas, entre ativas e inativas, utilizadas para ocultar patrimônio e movimentações financeiras.
Apesar de ocupar o cargo de inspetor da Polícia Civil, os investigadores afirmam que o patrimônio atribuído ao policial é incompatível com seus rendimentos como servidor público.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta do agente e informou que acompanha o caso, ressaltando que mantém mecanismos internos de fiscalização e coopera com os órgãos responsáveis pelas investigações.
A sexta fase da Operação Unha e Carne faz parte da força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no Rio de Janeiro. Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros crimes que venham a ser identificados durante o avanço das apurações.
A nova ofensiva endossa as investigações iniciadas na etapa anterior, que já havia mirado suspeitas de repasses ilícitos a agentes públicos e lavagem de recursos ligados ao jogo do bicho.
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