Piada do ano: filme de Bolsonaro queria destronar Vingadores e Homem-Aranha
Documentos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro revelam que o plano comercial de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, projetava superar algumas das maiores bilheterias do cinema no Brasil. O material, encaminhado ao banqueiro pelo empresário Thiago Miranda, integra a investigação aberta contra Flávio Bolsonaro por suspeitas relacionadas à captação de R$ 134 milhões para o longa.
O relatório da PF, elaborado em 8 de julho, apresenta três estimativas de faturamento nas salas de cinema: US$ 45 milhões no cenário pessimista, US$ 70 milhões no conservador e US$ 100 milhões no otimista. A proposta buscava demonstrar que o investimento seria rentável, apesar do orçamento previsto de US$ 24 milhões.
Convertida pela cotação desta sexta-feira (11), a projeção intermediária alcançaria aproximadamente R$ 356,2 milhões. O resultado colocaria “Dark Horse” à frente de “Vingadores: Ultimato”, que arrecadou R$ 338,6 milhões, e de “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, com R$ 344 milhões até o fim de agosto.
Na previsão mais favorável, o filme sobre Bolsonaro faturaria cerca de R$ 508,9 milhões e ultrapassaria “Divertida Mente 2”, atual recordista nacional com R$ 442,5 milhões. As cifras foram apresentadas a Vorcaro enquanto Flávio buscava recursos para viabilizar o projeto, segundo a apuração policial.
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A quebra do Banco Master e a prisão do banqueiro interromperam os pagamentos. Antes disso, a PF identificou transferências de US$ 12,3 milhões, equivalentes a R$ 62,9 milhões, ao Havengate Development Fund, sediado no Texas e administrado por pessoas próximas a Eduardo Bolsonaro.
O diretor Cyrus Nowrasteh contestou publicamente os valores atribuídos à produção e afirmou que parte da quantia correspondia a despesas futuras com publicidade e lançamento. Entretanto, uma perícia solicitada pela Go Up, produtora responsável pelo longa, calculou gastos parciais de R$ 68,3 milhões até junho.
Embora o documento que autorizou a abertura do inquérito tenha sido divulgado, as demais peças permanecem sob sigilo por decisão do ministro André Mendonça. Flávio Bolsonaro é investigado por possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.
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