Líder do “Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos”, o entregador Elias Pereira Freitas da Silva Júnior, o “JR Freitas” denunciou a plataforma de aplicativo chinesa Keeta, por pressionar os entregadores a acelerarem suas entregas independente do risco para a segurança deles e de terceiros. Freitas entregou ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo, evidências como o envio de notificações automáticas aos seus entregadores parceiros, alertando-os sobre uma velocidade de deslocamento “abaixo do esperado”.
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Segundo a denúncia, o aplicativo impõe um cronômetro com prazo de até 49 segundos para o trabalhador aceitar ou recusar uma corrida. Enquanto o cronômetro regressivo roda na tela, a plataforma dispara mensagens alertando que “há outros entregadores na fila” prontos para pegar a corrida caso ele demore para aceitar. Isso gera um gatilho de escassez e ansiedade, forçando o aceite por medo de ficar sem renda ou ser bloqueado pelo app.
Além do alerta de velocidade “abaixo do esperado” e do cronômetro para aceitar a corrida, a denúncia aponta a existência de bônus financeiros condicionamos à entrega em tempo recorde. A representação argumenta que esse tipo de monitoramento contínuo estabelece uma cobrança velada por agilidade, induzindo os trabalhadores a pilotarem em velocidades incompatíveis com a segurança viária para evitar punições veladas, queda em métricas de desempenho ou perda de corridas na plataforma.
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