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Arte, Tecnologia e Cultura Popular: segunda etapa da 6ª Mostra MOVE chega em agosto

A 6ª Mostra MOVE – Grupos de Teatro do Paraná realiza sua segunda e última etapa durante o mês de agosto no Espaço Obragem, reunindo produções contemporâneas da capital e do interior do estado voltadas aos públicos adulto e infantil. Além das sessões abertas com ingressos populares a R$ 10, o evento contempla apresentações gratuitas para alunos e professores da rede pública e frequentadores de centros de convivência, somadas a oficinas formativas gratuitas oferecidas por cada companhia convidada.

A programação de agosto inicia entre os dias 06 e 09 com o espetáculo adulto “Branca Flor”, do Grupo Paiol (Arapongas). A montagem inspira-se na cultura do campo e na poética latino-americana para narrar o romance entre uma jovem elevada à santidade e um lavrador, utilizando elementos barrocos, música ao vivo e a metáfora da “Geada Negra” para debater resistência e afeto.

Nos dias 15 e 16 de agosto, a Cia Fantokid’s Teatro de Bonecos (Maringá) apresenta a peça infantil “A Moça Bordadeira”. Adaptada do conto de Marina Colasanti, a narrativa recorre a bonecos e objetos animados para acompanhar uma jovem que cria o mundo ao seu redor através do tear, abordando temas como autonomia e angústias do universo feminino.

Entre os dias 20 e 23 de agosto, o Circo Teatro Sem Lona (Maringá) traz a cena adulta “Porque Dobram os Sinos”. Livremente inspirada na obra de Bertolt Brecht, a montagem funde o teatro épico a um painel de LED de três metros: o mesmo ator interpreta em tempo real um imperador e um mendigo (um presencialmente e o outro em projeção digital), tensionando presença e tecnologia nas relações de poder.

Por fim, entre 27 e 30 de agosto, o Grupo Obragem de Teatro (Curitiba) encerra a mostra com o monólogo “Breves Palavras, Línguas e Outras Vozes”. Escrita e dirigida por Olga Nenevê e atuada por Eduardo Giacomini, a peça transita entre o riso e a melancolia por meio do personagem Infelicíssimo, dialogando com entidades simbólicas como a Dor e a Tristeza para discutir a solidão e a desintegração dos vínculos humanos.

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

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