Pobreza dispara no mundo e já atinge 1,2 bilhão de pessoas
A pobreza multidimensional aguda alcançou 1,2 bilhão de pessoas, segundo relatório divulgado na segunda-feira (12) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A edição de 2026 registra o primeiro aumento desde a criação do índice, em 2010, associado principalmente ao crescimento populacional nos países analisados.
São 51,5 milhões de pessoas a mais nessa condição em relação ao levantamento anterior, e crianças representam mais da metade do total. O estudo considera privações simultâneas que comprometem a vida cotidiana, como alimentação insuficiente, falta de acesso à educação e moradias sem condições adequadas.
Produzido em parceria com a iniciativa de pesquisa sobre pobreza e desenvolvimento humano da Universidade de Oxford, o relatório abrange 108 países em desenvolvimento. A atualização, porém, contou com novos dados de apenas 13 deles, uma limitação que precisa ser considerada na leitura dos resultados apresentados neste ano.
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A maior concentração de pessoas atingidas permanece na África Subsaariana e no Sul da Ásia, onde está o subcontinente indiano. Apesar do avanço do contingente global, 33 países conseguiram reduzir pela metade a proporção de habitantes em pobreza multidimensional ao longo dos últimos 15 anos.
Seis dessas nações ficam na África Subsaariana, enquanto China e Vietnã aparecem entre os países que avançaram mais rapidamente no enfrentamento das privações. Egito, Nepal e Tajiquistão também registraram quedas expressivas tanto na parcela da população afetada quanto no número absoluto de pessoas nessa situação.
Angola e Zâmbia tiveram redução das taxas, mas o aumento da população fez crescer o total de moradores submetidos à pobreza aguda. Além de alimentação, educação e habitação, o índice avalia saneamento, eletricidade e combustível para cozinhar, reunindo diferentes carências para identificar quem enfrenta dificuldades em várias dimensões da vida, mesmo quando uma análise baseada somente na renda não consegue mostrar as necessidades dessas famílias nos países incluídos no levantamento.
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