PT aponta interferência estrangeira em favor de Flávio Bolsonaro e pede investigação
O PT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de investigação para apurar se pressões políticas, recursos e operações digitais vindos do exterior estão sendo utilizados para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Na ação, o partido solicita a abertura de inquérito pela Polícia Federal e o reforço das regras que impedem a execução, no Brasil, de imposições estrangeiras sem respaldo na legislação nacional.
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Em outra frente, a Coligação que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e Eduardo Bolsonaro, pedindo a cassação da chapa do candidato do PL. A iniciativa pede apuração de abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação relacionados à interferência estrangeira na disputa.
A petição, enviada nesta quarta-feira (23), aponta possíveis aportes de uma organização ligada à direita norte-americana, conteúdos fornecidos à estrutura partidária do PL e publicações pagas de perfis no exterior que promovem o candidato. O objetivo é identificar quem financiou essas iniciativas, quais serviços foram prestados e quem se beneficiou delas.
Network
Uma das frentes envolve a Rockbridge Network, rede norte-americana de articulação política que tem entre seus cofundadores J.D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos. A manifestação retoma suspeitas de apoio à campanha de Flávio Bolsonaro e pede esclarecimentos sobre a participação dos empresários Tallis Gomes, Pedro Sang e André Marinho.
A ação também trata da oferta de documentários e cursos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento na Academia da Direita, plataforma ligada ao PL e ao Instituto Álvaro Valle, fundação do partido. Segundo o levantamento, foram identificados ao menos oito documentários do Brasil Paralelo e três produções do Quinto Elemento sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas.
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