Queens of the Stone Age troca o peso pela dor em seu novo álbum, “Perfecth”
O Queens of the Stone Age explora arranjos acústicos, orquestrações e referências teatrais em “Perfecth”, nono álbum da carreira, composto por nove faixas. Gravado em estúdios de diferentes países, o trabalho dá continuidade à experiência da apresentação nas Catacumbas de Paris, realizada em 2024, e aborda amor, perdas e recomeços.
A mudança acompanha um período de problemas de saúde enfrentados pelo vocalista Josh Homme e de revisão dos caminhos da banda americana. Depois do registro audiovisual nas galerias subterrâneas francesas e da turnê acústica que se seguiu, o grupo incorpora essa linguagem a um repertório menos concentrado no peso das guitarras.
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Na abertura, “It’s Only Love” estabelece o clima do disco com andamento de valsa e uma construção orquestral marcada por uma melancolia pouco comum no repertório do Queens. Já “Insignificant Other” trata de separação e desapego, aproximando a sonoridade de uma abordagem mais sentimental, enquanto preserva o humor ácido presente em outros momentos da trajetória do conjunto.
Entre as composições, “Where The Goth Girls At?” aposta em uma atmosfera sinuosa na sonoridade, enquanto “Mono” amplia o espaço para experimentações e texturas pouco usuais dentro da cozinha rítmica da banda. “From The Cliff” segue por um caminho delicado com o uso de violões, reforçando a disposição de explorar um lado mais desplugado e sem a urgência habitual do grupo.
“Easy Street” reúne palmas, elementos de flamenco e solos de guitarra, aparecendo como uma das faixas mais acessíveis e com chance de se tornar uma das preferidas do público. O álbum também recupera “Sunday”, originalmente apresentada em “Post Pop Depression”, parceria com Iggy Pop, agora revestida por características associadas ao rock desértico que ajudou a definir a identidade da banda.
A ausência atravessa “Phantom Limb”, cuja sonoridade acústica remete ao grunge, antes do encerramento com “Run Away From The Mob”. Entre críticas aos julgamentos nas redes sociais e uma busca por afeto, “Perfecth” aproxima o grupo da introspecção de trabalhos anteriores, mas dá maior espaço à construção de um Queens of the Stone Age mais maduro e dono de si.
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