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Sabotagem: campanha de Lula denuncia dona do Instagram a organismos internacionais

Após sucessivos problemas da campanha do Presidente Lula com o funcionamento de plataformas da Meta – dona do Instagram, Facebook e Whatsapp, a coligação decidiu denunciar a atuação da big tech nas eleições brasileiras a observadores e organismos internacionais. Nesta quinta-feira (15), está prevista em Brasília reunião com as missões de observação eleitoral, e a denúncia será enviada a órgãos com atuação no tema de liberdade de expressão e democracia. Serão agregados também relatórios publicados por entidades da sociedade civil e as mais de 2.700 denúncias individuais recebidas pela campanha apenas nos últimos três dias.

Desde o início da campanha, as contas de Lula nas plataformas da empresa têm enfrentado supostas falhas que ferem os princípios da legislação eleitoral brasileira e os princípios da isonomia e da igualdade de oportunidades.

Entre exemplos estão a interrupção da conta de anúncios; a queda na contagem de visualizações de publicações de apoio à candidatura; o bloqueio do impulsionamento no feed do Instagram por 24 horas; e mais recentemente diferenças de tratamento na inteligência artificial e na busca do WhatsApp. Há ainda um desequilíbrio de alcance: o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL), obtém quase o triplo de engajamento, apesar de ter 17% menos seguidores que o presidente Lula.

Favorecimento

A Meta atribui tudo a falhas técnicas que teriam atingido outros anunciantes e mercados, mas, na maioria dos casos, não apresentou evidências disso, tampouco de que outros candidatos no Brasil tenham sido afetados.

A campanha lançou há três dias uma ferramenta de denúncias sobre censura digital que já recebeu mais de 2.700 denúncias, a maioria delas relativa a casos no Instagram. Esse material também está sendo compilado para ser levado à consideração das missões e organismos internacionais.

A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro. A ausência de transparência nos sistemas da empresa faz com que essas explicações sejam escassas e opacas.

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