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Lula aciona TSE e acusa Meta de interferir na eleição

A campanha de Lula (PT) apresentou na quarta-feira (14) uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual acusa a Meta de favorecer Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo a coligação, a inteligência artificial da proprietária do Facebook e do Instagram bloqueia pedidos de propaganda do presidente, mas produz materiais semelhantes para o adversário no segundo turno.

A documentação encaminhada à Justiça Eleitoral reúne registros dessa diferença nas respostas aos comandos sobre os candidatos. Para a campanha petista, os resultados demonstram seletividade e permitem que apoiadores de Flávio reproduzam conteúdos eleitorais considerados irregulares pelos responsáveis pela ação.

Na segunda-feira (12), ao responder a uma denúncia anterior, a Meta declarou ao tribunal que as acusações não estavam acompanhadas de evidências técnicas. A companhia também afirmou que considera prioritária a proteção do processo eleitoral e contestou a existência de favorecimento em suas plataformas.

Sobre os bloqueios, a empresa explicou que suspendeu temporariamente recomendações de candidatos e geração de imagens deles para cumprir as regras eleitorais brasileiras. Informou ainda ter ampliado as restrições para alcançar solicitações feitas apenas com primeiros nomes ou números de urna, alternativas que poderiam escapar da identificação pelo sistema.

Outro ponto da petição envolve os vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL), cujo volume médio de visualizações é questionado pela coligação. A campanha compara esse desempenho ao de celebridades internacionais, incluindo Kylie Jenner, embora a influenciadora americana tenha aproximadamente 300 milhões de seguidores a mais que o parlamentar.

Os novos registros incluem relatos de usuários no exterior que conseguiram gerar conteúdos favoráveis a Lula, enquanto contas brasileiras enfrentaram recusas. Diante disso, a coligação solicita o encerramento imediato das restrições, a retirada de perfis que considera inautênticos e a devolução em dobro do alcance supostamente perdido, argumentando que a distribuição desigual de publicações compromete a igualdade de oportunidades na disputa eleitoral.

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