Senado 2026: pesquisa Quaest aponta favoritos no Pará, Rio e Paraná
A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) traça o cenário inicial da corrida pelas seis vagas ao Senado em disputa no Pará, no Rio de Janeiro e no Paraná. Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento aponta lideranças distintas nos três estados, mas também revela elevado número de indecisos e eleitores que ainda admitem mudar de escolha até outubro.
No Pará, Helder Barbalho (MDB) ocupa a primeira posição nas quatro simulações apresentadas aos entrevistados, com percentuais entre 21% e 23% dos votos totais. Delegado Éder Mauro (PL) aparece em seguida, oscilando de 14% a 15%. Zequinha Marinho (Podemos) fica na terceira colocação, com índices que variam de 7% a 12%.
A disputa paraense, porém, permanece aberta. Os indecisos representam de 22% a 26%, enquanto 57% dos entrevistados afirmaram que ainda podem rever o voto. Helder Barbalho e Éder Mauro também registraram as maiores rejeições, ambos com 38%. Paulo Rocha (PT) aparece depois, rejeitado por 32%.
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) lidera os dois cenários, marcando 11% e 12%. Marcelo Crivella (Republicanos) ocupa o segundo lugar, com 8% e 9%. Carlos Portinho (PL) aparece com 4% nas duas simulações. A indefinição é ainda mais expressiva entre os fluminenses: votos brancos, nulos ou a decisão de não comparecer somam até 38%, além de 23% de indecisos.
Portinho foi indicado pelo PL após Cláudio Castro desistir da candidatura em maio. O governador ficou inelegível por oito anos depois de decisão do Tribunal Superior Eleitoral relacionada a acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
No Paraná, Álvaro Dias (MDB) lidera os dois cenários em que seu nome foi testado, com 20%. Alexandre Curi (Republicanos) varia entre 10% e 14% e assume a dianteira na simulação sem Álvaro. Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT) aparecem embolados na sequência. Entre os paranaenses, 68% disseram que a escolha ainda pode mudar. Gleisi possui a maior rejeição, de 60%.
A Quaest ouviu 900 eleitores no Pará, 1.200 no Rio e 1.104 no Paraná entre 21 e 25 de julho. As três pesquisas têm margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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