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Senado avalia pedido de impeachment contra Mendonça

Relatórios de inteligência da Polícia Federal divulgados na quinta-feira (3), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, devem embasar um pedido de impeachment contra André Mendonça no Senado. A iniciativa, ainda sem autor definido, seria sustentada pela suspeita de que o magistrado direcionou investigações contra autoridades por interesses pessoais e políticos.

Nos documentos, a PF reúne informações sobre a atuação de Mendonça como relator das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Ao divulgar o material, Moraes afirmou que os episódios descritos podem indicar improbidade administrativa, crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de imparcialidade judicial e favorecimento de grupos políticos.

Entre os pontos mencionados está um suposto direcionamento de apurações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além da indicação antecipada de medidas cautelares que deveriam ser solicitadas pelos investigadores. As suspeitas precisarão ser examinadas pelas instâncias competentes e não representam, por si só, condenação ou comprovação de irregularidade.

Alcolumbre já tratou da possibilidade de analisar um pedido de afastamento de Mendonça em conversas reservadas com aliados, segundo interlocutores. Senadores próximos ao presidente da Casa avaliam que o processo pode se tornar uma resposta institucional caso os relatórios confirmem o uso de investigações para beneficiar alvos e atingir adversários.

A preferência do grupo ligado a Alcolumbre é que a denúncia seja apresentada por um advogado, jurista ou entidade, evitando que um senador assuma o movimento. A rivalidade entre o presidente do Senado e Mendonça remontaria a 2021, quando a indicação do então ministro da Justiça ao Supremo ficou meses sem avançar na Casa.

Mesmo entre os defensores da iniciativa, há resistência a levar o afastamento ao plenário. Aliados temem que, após abrir caminho para julgar Mendonça, Alcolumbre perca força política para segurar pedidos semelhantes contra Moraes, transformando a ameaça em uma crise mais ampla entre Senado e Supremo.

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