Brasília terá protesto contra feminicídio e falta de moradia
Movimentos sociais do Distrito Federal realizam, no feriado de 7 de setembro, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, na Praça Zumbi dos Palmares, em frente ao Conic. Marcado para ocorrer das 9h30 às 12h, o ato deve reunir cerca de 300 pessoas em torno de pautas sociais, políticas e econômicas.
O enfrentamento ao feminicídio e ao déficit habitacional estará entre as principais reivindicações apresentadas durante a mobilização. A programação também defenderá políticas de moradia, reforma agrária, democracia e soberania nacional, seguindo uma agenda reproduzida por organizações populares em várias cidades brasileiras.
A manifestação pretende chamar atenção para as desigualdades que atingem as parcelas mais vulneráveis da população. Os participantes também devem denunciar iniciativas destinadas a desacreditar as urnas eletrônicas, enfraquecer instituições democráticas e ampliar interferências estrangeiras em decisões internas do Brasil e de outros países do sul global.
Integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Daiane Hohn avalia que o Brasil ocupa uma posição estratégica no cenário internacional por concentrar recursos naturais cobiçados. A representante cita as reservas de terras raras, a disponibilidade de água doce e a produção de petróleo como fatores que aumentam o interesse estrangeiro no país.
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Cláudia Lima, presidente do Centro de Formação e Cultura Nação Zumbi, considera que realizar o encontro no Dia da Independência permite discutir o significado da soberania brasileira. Para ela, um país soberano precisa proteger a democracia, cuidar da população mais vulnerável e conduzir suas escolhas sem pressões externas.
Criado em 1995, o Grito dos Excluídos e das Excluídas ocorre todos os anos em 7 de setembro e reúne sindicatos, igrejas, pastorais e dezenas de movimentos populares. A iniciativa combina denúncias sobre problemas sociais com propostas voltadas à construção de um Brasil mais justo, democrático e independente.
A participação no ato em Brasília será gratuita e aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
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