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Sete líderes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após operação mais letal do RJ

Sete presos identificados como líderes do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro foram transferidos para o sistema penitenciário federal nesta terça-feira (11), por determinação da Justiça. A ação ocorre duas semanas após a Operação Contenção – a mais letal da história do estado, com 121 óbitos – e busca neutralizar a cúpula da facção criminosa.

Os criminosos deixaram a Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e foram conduzidos sob forte esquema de segurança até o Aeroporto Internacional do Galeão, onde embarcaram em um avião da Polícia Federal.

O destino final não foi divulgado oficialmente, mas fontes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informaram que os presos devem ser distribuídos em duas diferentes unidades federais.

Lista dos líderes transferidos

  • Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha) – condenado a mais de 50 anos
  • Arnaldo da Silva Dias (Naldinho) – condenado a mais de 80 anos
  • Alexander de Jesus Carlos (Choque ou Coroa) – mais de 30 anos de pena
  • Marco Antônio Pereira Firmino (My Thor) – mais de 35 anos de condenação
  • Fabrício de Melo de Jesus (Bichinho)
  • Carlos Vinícius Lírio da Silva (Cabeça de Sabão) – condenado a mais de 60 anos de prisão
  • Eliezer Miranda Joaquim (Criam)

Medida pós-operação

A transferência foi classificada pela secretária Maria Rosa Nobel como necessária para o “equilíbrio do sistema penal e segurança da população”. A decisão judicial que autorizou a remoção foi baseada no relatório da própria operação, que indicou o envolvimento direto desses líderes na coordenação de atividades criminosas a partir do sistema prisional.

A Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, gerou repercussão nacional e internacional devido ao alto número de mortos.

A expectativa de autoridades é que a transferência para presídios de segurança máxima iniba a continuidade de comandos e reduzam a capacidade de articulação da organização criminosa dentro e fora dos presídios.

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