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10 políticas dos governos Lula que ampliaram a renda e os serviços públicos

Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva criaram ou ampliaram políticas de renda, moradia, saúde e infraestrutura no Brasil para enfrentar a pobreza e alcançar comunidades desassistidas. Os resultados apresentados abrangem diferentes períodos, com ações continuadas sob Dilma Rousseff e indicadores que chegam a 2025.

Bolsa Família + CadÚnico

A unificação de benefícios e o cadastramento nacional das famílias pobres ampliaram o atendimento de 3,6 milhões de famílias, em 2003, para 12,7 milhões, em 2010. Segundo o Ipea, as transferências responderam por aproximadamente 21% da queda da desigualdade medida pelo Gini entre 1995 e 2004 e reduziram a extrema pobreza em cerca de 25%.

Valorização do salário mínimo

Entre abril de 2003 e janeiro de 2014, o salário mínimo acumulou aumento real de 72,3%, com reajustes acima da inflação incorporados sistematicamente e uma regra formalizada em 2011. A valorização também alcançou aposentadorias, pensões e benefícios atrelados ao piso, elevando a renda de quem depende desses pagamentos.

Brasil Sem Miséria

Ao combinar renda, serviços públicos e oportunidades econômicas, o Brasil Sem Miséria contribuiu para que 22 milhões de pessoas superassem a extrema pobreza até 2014. A Busca Ativa incluiu 1,37 milhão de famílias no CadÚnico, enquanto mais de 1,5 milhão de pessoas de baixa renda participaram de cursos de qualificação profissional.

Minha Casa, Minha Vida

Criado no segundo mandato de Lula e ampliado por Dilma, o programa financiou e subsidiou moradias para diferentes faixas de renda, somando 3,2 milhões de unidades contratadas até dezembro de 2013. Das 1,5 milhão de unidades entregues, 812 mil, equivalentes a 53%, atenderam famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

Expansão da Saúde da Família

Existente antes dos governos petistas, a estratégia recebeu financiamento e expansão federal, passando de 32 mil equipes em 2011 para 39 mil em 2014. A cobertura cresceu de 53,4% para 60,2% nesse intervalo, ante 31,9% em 2002, fortalecendo o SUS especialmente nos municípios pequenos e nas regiões pobres.

Mais Médicos

Criado em 2013 contra a concentração territorial e a escassez de profissionais, o Mais Médicos reuniu 18.088 médicos em 4.509 municípios. Uma revisão de 32 estudos apontou 23 mil internações a menos em três anos e economia estimada de R$ 30 milhões ao SUS, com reforço da atenção básica em áreas desassistidas.

Farmácia Popular

O programa subsidiou medicamentos e, desde 2011, ofereceu gratuitamente tratamentos para hipertensão, diabetes e asma, diminuindo despesas com doenças crônicas. Em 2024, beneficiou 24,07 milhões de pessoas em 4.758 municípios, com gratuidade em 95% dos medicamentos e insumos disponíveis.

Samu 192

Implantado nacionalmente para prestar atendimento pré-hospitalar de urgência pelo SUS, o Samu passou a compor uma rede de assistência móvel. Em 2025, sua cobertura atingiu 88,7% da população, aproximadamente 189,3 milhões de pessoas.

PNAE + Agricultura Familiar

O PNAE já existia, mas a Lei nº 11.947/2009 reservou pelo menos 30% dos recursos federais da alimentação escolar para compras da agricultura familiar. Em 2015, atendeu 41,5 milhões de estudantes, com R$ 3,759 bilhões repassados, apoiando produtores e comunidades.

Luz Para Todos

A eletrificação alcançou principalmente famílias rurais e comunidades isoladas, atendendo 3,7 milhões de domicílios e beneficiando 17,6 milhões de pessoas até dezembro de 2024. Naquele ano, 99,8% da população brasileira tinha eletricidade, essencial para conservar alimentos, estudar, comunicar-se e manter escolas, serviços de saúde e atividades produtivas.

*Levantamento realizado pelo @barbiepetistado brasil, através de dados registrados no Ipea, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Governo Federal, Balanço Brasil Sem Miséria (2014), Ministério das Cidades, Ministério da Saúde, Fiocruz, FNDE e Ministério de Minas e Energia

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