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Fiesp bancou 65,5% dos anúncios contra Lula na primeira semana do segundo turno

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) utilizou recursos próprios para financiar uma publicação de seu presidente, Paulo Skaf, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a primeira semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O anúncio, que atacava a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, recebeu até R$ 7 mil em impulsionamento no Facebook e Instagram, entre os dias 7 e 9 de outubro.

Segundo levantamento publicado pelo Metrópoles, com base na biblioteca de anúncios da Meta, o perfil de Skaf concentrou 65,5% dos investimentos em conteúdos contrários à candidatura de Lula entre 5 e 10 de outubro. A propaganda, embora divulgada na conta pessoal do empresário, foi custeada pela entidade industrial e alcançou mais de um milhão de usuários nas plataformas.

Na gravação, Skaf critica o governo federal por defender a redução da jornada de trabalho durante a campanha eleitoral, atribuindo motivações eleitorais à iniciativa. O dirigente também sustenta que a mudança poderia elevar os preços de produtos e serviços, argumento utilizado por setores empresariais contrários à revisão da escala de seis dias trabalhados para um de descanso.

Ao todo, 13 anunciantes investiram aproximadamente R$ 10,7 mil em publicações contra Lula no período analisado. Além da Fiesp, aparecem entre os financiadores o Republicanos, com até R$ 1,5 mil, e o deputado estadual paulista Tenente Coimbra (PL), responsável por gastos de até R$ 500.

Filiado ao Republicanos, Skaf disputou o governo paulista em 2010 e 2014 e participou de mobilizações contra a gestão de Dilma Rousseff. Durante aquele período, a Fiesp promoveu a campanha do pato amarelo, que ganhou projeção nacional nas manifestações políticas.

Apesar de sua trajetória de oposição ao PT, o empresário integra atualmente o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, órgão consultivo do governo Lula. A participação ocorre enquanto Skaf mantém críticas públicas a propostas trabalhistas defendidas pelo presidente.

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