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PT pede ao STF bloqueio de redes sociais de Nikolas

A bancada do PT na Câmara Federal protocolou nesta terça-feira (05) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o bloqueio das contas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais por infrações legais como coação no curso do processo, obstrução de justiça e incitação ao crime. Segundo o deputado Rogério Correia (PT-MG), que entregou a petição, Nikolas atacou frontalmente a Corte durante a manifestação na Avenida Paulista no último domingo (03). 

Na ocasião, o parlamentar exibiu Jair Bolsonaro em uma chamada de vídeo, mesmo com o ex-presidente submetido a medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo a proibição de uso de redes sociais. Nikolas aproveitou o momento para atacar frontalmente o Supremo e o ministro Alexandre de Moraes:

O STF não está acima do Brasil. Alexandre de Moraes, você vai pagar pelo que está fazendo. Sem a toga você não é nada 

disse o bolsonarista.

Correia aponta que a atitude do deputado do PL não é apenas uma mera bravata.

O que temos diante de nós é mais uma evidência de como o extremismo bolsonarista segue operando sob um modus operandi de deslegitimação das instituições democráticas

afirma o parlamentar.

Não se trata de uma ação isolada, mas de um padrão reiterado de comportamento atentatório à democracia, que deve ser freado por esta Suprema Corte

explicou. 

Correia solicita que o STF determine, de forma cautelar, o bloqueio de todos os perfis públicos de Nikolas nas redes sociais, como YouTube, X (ex-Twitter), Instagram, TikTok e Facebook, por um período inicial de 90 dias, prorrogável conforme necessidade. Segundo a petição, os canais são utilizados como instrumento de disseminação de ataques ao Judiciário e de mobilização antidemocrática.

O réu se utiliza da imunidade parlamentar para lançar ataques contra a ordem institucional

pontua o petista.

As condutas narradas não se restringem ao campo da retórica política, pois visam claramente à intimidação dos membros da Suprema Corte, mediante o uso de sua plataforma pública

alega Correia no documento.
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