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Último a abandonar motim, Marcos Pollon chamou Motta de “bosta” e desafiou presidente da Câmara a cassá-lo

Marcos Pollon afirmou que não se importa de perder o mandato. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Último a deixar a cadeira da presidência da Câmara Federal no motim dos parlamentares bolsonaristas que paralisou o Legislativo por dois dias, o deputado Marcos Pollon (PL-MS), chamou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “bosta” e “baixinho de um metro e sessenta”, poucos dias antes de participar da ocupação da Mesa Diretora. As declarações foram feitas em discurso durante uma manifestação bolsonarista em Mato Grosso do Sul, onde Pollon tem base eleitoral. 

O Alcolumbre isso, o Alcolumbre aquilo, mas a anistia tá na conta da porra do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo pra enfrentar o Alexandre de Moraes, mas não temos coragem de peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de um metro e sessenta  

afirmou ele.

Pollon também faz um desafio, ao afirmar que não se importa de perder o mandato.

Eu não vou recuar, e o cargo que se lasque. Vim aqui para denunciar aqueles que entregaram o PL para a porcaria do PSDB. Canalhas. ‘Pollon, você acabou de entregar sua cadeira política’ – foda-se, eu não vou entregar o meu País

afirmou.

As redes sociais do deputado são repletas de publicações com palavrões e ataques ao Supremo Tribunal Federal e a autoridades. 

Pollon é um dos parlamentares alvo de pedido do PT, PSB e PSOL pelo afastamento dos que participaram do motim para tentar forçar Motta a pautar a anistia a Bolsonaro e aos golpistas de 8 de janeiro, paralisando por dois dias os trabalhos do Legislativo. Além dele, foram denunciados Paulo Bilynskyj (PL-SP), Zé Trovão (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Júlia Zanatta (PL-SC).

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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