O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou em sua estratégia de promover a indicação de uma mulher para o Tribunal de Contas da União (TCU) ao retirar o apoio à candidatura da deputada Soraya Santos (PL-RJ). O abandono da aliada ocorre após o parlamentar ter defendido publicamente a necessidade de uma mulher ocupar o cargo como forma de suavizar sua imagem perante o eleitorado feminino.
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A decisão gerou um mal-estar imediato no núcleo familiar e político. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lamentou a desistência da deputada, evidenciando uma nova fissura entre sua agenda e o pragmatismo político do enteado. “Soraya, o TCU seria muito melhor com você lá. Triste dia!”, postou Michelle.
Na semana passada, o senador chegou a afirmar que “incomoda todo mundo que entre os membros atuais do TCU não há sequer uma mulher”.
Pressionado pelo Centrão, mudou de ideia repentinamente, preferindo consolidar alianças partidárias estratégicas em vez de manter o compromisso com a bancada feminina. O episódio expõe as contradições da pré-campanha bolsonarista, que oscila entre a necessidade de renovar seu apelo entre as mulheres e a dependência das negociatas de bastidores no Congresso.
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