O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), deve “enterrar” a proposta de criação da CPI do Banco Master. A decisão ocorre às vésperas da sessão conjunta marcada para esta quinta-feira (30), em Brasília, quando seria necessária a leitura do requerimento para formalizar a abertura da comissão que investigaria as irregularidades da instituição.
Nos bastidores, lideranças relatam que houve um entendimento político para evitar o tema no plenário. Em troca, foi incluída na pauta a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a análise do veto presidencial relacionado ao projeto que trata da dosimetria de penas aplicadas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A expectativa entre congressistas é de que esse veto seja derrubado, atendendo a interesses da oposição.
A articulação teria sido construída nas últimas semanas, quando a agenda do Congresso começou a ser definida. O objetivo central seria conter o desgaste político que uma investigação sobre o caso Master poderia provocar, já que o episódio envolve conexões com figuras do meio político e financeiro, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, cujo nome ganhou forte rejeição pública.
Embora haja requerimentos protocolados tanto para uma comissão mista quanto para investigações separadas na Câmara e no Senado, nenhum deles avançou até agora. Iniciativas paralelas também perderam força após o encerramento de outras comissões que vinham acessando dados relacionados ao caso, sem que relatórios finais fossem votados.
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