A cúpula do PL deu um prazo de 15 dias para que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prove que sua pré-candidatura à Presidência ainda é viável, após as revelações sobre a proximidade do parlamentar com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. O prazo foi definido em reunião na terça-feira (19), em Brasília, após Flávio admitir que visitou Vorcaro no final do ano passado, quando o banqueiro já cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica em sua casa em São Paulo.
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O senador justificou o encontro afirmando que foi colocar um “ponto final” nas negociações de um patrocínio de R$ 61 milhões para o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ninguém se convenceu com as explicações.
O episódio derrubou a confiança das bancadas do partido no Congresso em relação à pré-candidatura de Flávio. O medo é que novos fatos surjam e sepultem de vez as chances dele na disputa presidencial.
Diante do desgaste, lideranças partidárias já avaliam reservadamente nomes alternativos para o Planalto, como Michelle Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Até o pastor Silas Malafaia admitiu que a pré-campanha de Flávio “subiu no telhado”. “A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar; mas, se não tiver, vamos com Flávio”, disse Malafaia.
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