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Bancada governista suspeita que dinheiro de Vorcaro era caixa 2 da campanha de Flávio Bolsonaro

Parlamentares do PT, PV e PC do B, que integram a Frente Brasil da Esperança, apresentaram uma representação criminal, nesta quinta-feira (14), à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, na qual pedem que seja investigada a possível existência de uma engrenagem de financiamento político da extrema-direita com dinheiro do Banco Master e de emendas parlamentares.

Os partidos suspeitam que recursos do esquema “Bolso Master”, de emendas parlamentares e de empresas ligadas à produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, eram parte de uma “engrenagem comum de financiamento político, comunicação internacional, blindagem judicial e sustentação do golpe continuado contra as instituições brasileiras”.

O que motivou a representação foi o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de repasse de R$ 134 milhões para o filme. Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões.

A hipótese a ser investigada, segundo as legendas, é se esse dinheiro, boa parte ancorado em repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, serviu para alimentar caixa 2 de campanha e a promoção política da família Bolsonaro.

Os alvos da investigação não seriam apenas os valores solicitados por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, mas também emendas parlamentares de bolsonaristas destinadas a ONGs vinculadas ao mesmo grupo empresarial, ações que podem estar conectadas com o mesmo fim.

“A convergência desses fluxos sugere a existência de um mecanismo de dupla alimentação financeira: de um lado, dinheiro privado de banqueiro investigado; de outro, dinheiro público transferido por parlamentares bolsonaristas a entidades interconectadas”, aponta a representação.

“Esse arranjo exige apuração sob a ótica da lavagem de dinheiro, da ocultação de beneficiários finais, da simulação de finalidade, da fragmentação de repasses e da eventual utilização de estruturas culturais, religiosas, sociais e audiovisuais como fachada para financiamento político”, justificam os partidos no documento.

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