O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma proposta de súmula vinculante para barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Congresso.
- Enquanto patrocina “pauta bomba”, Alcolumbre trava fim da 6X1 no Senado
- Pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao Senado, deputado do PL pressionou BC a favorecer Banco Master
- Governo tenta barrar, mas Senado dá sinal verde para gastos bilionários
A medida pretende consolidar o entendimento de que são inconstitucionais quaisquer leis que criem despesas obrigatórias, concedam benefícios fiscais ou impliquem renúncia de receita sem a prévia estimativa de impacto financeiro e sem a indicação de medidas compensatórias, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A iniciativa surgiu após uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que manifestou forte preocupação com o impacto fiscal dessas matérias. O movimento ganhou urgência após o Senado aprovar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, uma medida que pode gerar um impacto de até R$ 140 bilhões ao longo de dez anos.
A proposta de texto da súmula agora depende de o ministro Fachin pautar o julgamento no plenário do STF, onde precisará ser votada e aprovada pelos demais ministros da Corte.
Bookmark