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Pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao Senado, deputado do PL pressionou BC a favorecer Banco Master

Pré-candidato do PL ao Senado pelo Paraná, o deputado federal Filipe Barros, não se limitou a apresentar uma emenda “Bolso Master” para beneficiar o banco de Daniel Vorcaro. Ele também usou seu cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados para pressionar o Banco Central a favorecer o Master. As informações são do jornal O Globo.

Barros substituiu Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no comando da comissão, depois que o deputado – hoje cassado – se mudou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, para articular sanções contra o Brasil. O parlamentar apresentou uma emenda idêntica à do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o valor dos depósitos a serem cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações financeiras, beneficiando diretamente o Master. A emenda havia sido rejeitada no Senado.

Além disso, o parlamentar lançou uma série de iniciativas, que incluíram a convocação do presidente do BC, Daniel Galípolo, e do Conselho de Valores Mobiliários, João Pedro Nascimento, para audiências na comissão, sob a desculpa de debater normas regulatórias do mercado de capitais e ataques ao sistema do Pix em junho de 2025.

Na época, o BC já investigava irregularidades nas transações entre o Banco Master e o BRB – banco público do Distrito Federal que se articulava para comprar a instituição de Daniel Vorcaro.

Barros utilizou seu cargo e a estrutura da Câmara para pressionar o Banco Central e atacar concorrentes do Master, chegando a protocolar requerimentos de informação com denúncias contra rivais da instituição. As investigações apontam que essa ofensiva política e os relatórios produzidos serviam para desgastar concorrentes e tentar emparedar a diretoria do BC, moldando o cenário regulatório a favor dos interesses de Vorcaro.

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