O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) pediu ao Ministério da Fazenda a proibição imediata da divulgação de cotações de apostas – odds – e de palpites ao vivo por comentaristas durante as transmissões dos jogos da Copa do Mundo. Segundo o parlamentar, esse tipo de menção induz às apostas por impulso, justificando uma suspensão administrativa direta, sem necessidade de intervenção judicial.
- Projeto Brief oferece R$ 100 mil em prêmios por conteúdos que denunciem perigo das “bets”
- Apostas em bets ilegais já atingem 25 milhões de pessoas, revela governo
- Boulos culpa juros e bets por endividamento das famílias
Sob o mesmo argumento, a deputada Camila Jara (PT-MS) apresentou um projeto que proíbe formalmente a “publicidade dissimulada de apostas” em transmissões esportivas, vetando referências a retornos financeiros e cotações de jogos.
“Esperanchinha”
As duas iniciativas ocorrem após um episódio que envolveu a CazéTV, durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026 no jogo entre Canadá e Catar. O Catar estava jogando muito mal, com um jogador a menos e sendo goleado pelo Canadá.
Mesmo diante desse cenário, o narrador Fernando Nardini e o comentarista Bruno Magalhães começaram a debater ao vivo que, se o Canadá “se empolgasse e fosse muito para o ataque”, abriria espaço para o Catar fazer um gol, sugerindo uma “esperancinha” para a seleção catariana e para os apostadores. Paralelamente a esses comentários, a plataforma veiculava as cotações – odds – de apostas em tempo real. O jogo acabou em 6 a 0 para o Canadá, e quem se deixou levar pelas “dicas” dos dois perdeu dinheiro.
Esse caso específico gerou uma denúncia formal. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, abriu uma investigação contra a CazéTV e notificou a casa de apostas parceira (Bet365) por suspeita de publicidade abusiva e irregular.
Bookmark