Dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) como parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025 revelam números encorajadores sobre a melhoria dos resultados no Ensino Médio na rede pública no Brasil. Após a implantação pelo governo Lula do “Pé-de Meia”, em 2024, a taxa de abandono, ou seja, dos estudantes que deixam de ir à escola pública nessa etapa, caiu 61% em relação a 2022, e 34% em relação a 2023, ano anterior ao início do programa. O índice chegou a 2,5% no ano passado, o menor desde 2007, início da série histórica.
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O índice de reprovação caiu 62%, e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno caiu 28%.
Se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. O Pé-de-Meia, poupança do ensino médio, já beneficiou 7,2 milhões de estudantes desde sua criação. A iniciativa oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Educação básica
Segundo o MEC, os avanços no ensino médio também são resultado de ações em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. O percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública.
Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais. No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade.
O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). O número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil.
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