O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) acabou se traindo ao tentar explicar à Justiça a divulgação por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de uma carta escrita por ele pedindo apoio à candidatura do filho à Presidência. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente alegou que ele não foi avisado por Flávio que a carta seria lida nas redes sociais. Bolsonaro está proibido de usar as redes sociais mesmo através de terceiros.
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“A referência feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida (por Bolsonaro). A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do (ex-presidente).” Os advogados destacaram ainda que Bolsonaro “jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições imposições” e que “jamais soube” que o texto seria publicizado.
Ou seja: a julgar pelas explicações do ex-presidente, o filho enganou o próprio pai. Além disso, Bolsonaro não explica porque razão ele escreveria um texto intitulado “Carta aos brasileiros”, pedindo apoio para a candidatura de Flávio, mas sem a intenção de que ela fosse divulgada publicamente. Se não era para divulgar, para que serviria o texto?
A verdade é que a cada vez que Bolsonaro e seu filho são pegos fazendo algo errado e tentam se justificar, se complicam ainda mais.
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