A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denunciando a atuação de uma rede coordenada de perfis de extrema-direita, classificada como um novo “gabinete do ódio”. A rede utiliza inteligência artificial para produzir e disseminar massivamente conteúdos ofensivos, jingles no TikTok e vídeos focados em degradar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.
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A estratégia opera por meio de postagens conjuntas – as “collabs” – com parlamentares e figuras políticas como o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ); os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Mário Frias (PL-SP), Gilvan da Federal (PL-ES) e o apresentador de TV, André Marinho (Novo-RJ). O esquema envolve ao menos 32 perfis, alcançando mais de 10 milhões de seguidores ao somar as contas públicas envolvidas. Além disso, funciona como modelo de negócio, incluindo a comercialização de cursos de criação de vídeos com IA e arrecadação por PIX e criptomoedas.
Entre os alvos da ação está Léo Índio, primo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sobrinho de Jair Bolsonaro e réu pelos atos de 8 de janeiro, apontado por publicar conteúdos misóginos e mentirosos, que vive foragido na Argentina. Pelo menos 139 publicações do perfil de Índio, ilegais segundo as regras estabelecidas pelo TSE, por seu caráter machista, misógino, degradante e inverídico, são listadas na representação.
Ele se tornou réu pelo Supremo Tribunal Federal por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Após ter seu passaporte apreendido, deixou o país, “o que motivou a decretação de sua prisão preventiva pelo Ministro Alexandre de Moraes em 2 de abril de 2025”, relembra a representação. Na ação, o partido pede ao TSE a remoção imediata dos conteúdos, a identificação dos administradores dos perfis e a suspensão da monetização do grupo.
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