Cristina Graeml, “Dra Cloroquina” e Nise Yamaguchi: negacionistas da Covid são candidatas em 2026
Entre as candidaturas às eleições de 2026 estão pessoas que, durante a pandemia da Covid, defenderam contrárias às evidências científicas, colocando em dúvida a eficácia das vacinas, pregando o chamado “tratamento precoce”, e atacando as medidas de isolamento social. A lista inclui a jornalista Cristina Graeml (PSD-PR), e as médicas Raíssa Soares (PL-BA) e Nise Yamaguchi (PL-SP).
- Brasil pode ter passado de 2 milhões de mortes por Covid, diz médica
- Documentário “Anatomia do Caos” investiga omissões na gestão da pandemia da Covid-19 no Brasil
- Memorial lembra 700 mil mortos pela Covid e presta homenagem a quem combateu o negacionismo bolsonarista
Candidata ao Senado pelo Paraná, Cristina foi contra a vacina e as medidas de distanciamento, além de defender o uso da cloroquina e da ivermectina. Nas eleições de 2024, quando disputou o segundo turno para a prefeitura de Curitiba, anunciou que, se eleita, nomearia Raíssa Soares como secretária da Saúde. “A doutora Raíssa Soares foi aprovada por médicos de direita, conservadores, e ela será nossa secretária de Saúde, com muito orgulho, pra Curitiba.”, disse durante a campanha.
Raíssa Soares – que foi secretária municipal da Saúde de Porto Seguro (BA) – atualmente é candidata a deputada federal pelo PL. Ela ficou conhecida como a “doutora Cloroquina”, por defender o “tratamento precoce”, com medicamentos sem nenhuma eficácia contra a doença.
“O que nós temos hoje é a linha do tratamento precoce. Esse é um movimento nacional de médicos autônomos que se uniram no Brasil inteiro. Várias cidades e estados que estão aplicando o tratamento precoce estão tendo redução da gravidade da doença”, disse ela em agosto de 2020. “A vacina, como algo que está sendo lançado rápido, é totalmente imprudente”, afirmou ela em setembro do mesmo ano.
Também candidata a deputada federal pelo PL, mas em São Paulo, a médica Nise Yamaguchi atuou como consultora do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro. Era defensora do “tratamento precoce” e crítica da vacinação. “A hidroxicloroquina, o zinco e a azitromicina, os três juntos fazem com que o vírus não se replique. Baixa a carga viral e o sistema imunológico é o grande herói”, afirmou ela na época. “Nós temos receio das reações adversas graves que podem acontecer em médio e longo prazo. A população precisa estar informada de que são vacinas em fase experimental”, alegou.
BookmarkContinue lendo
Mais um sigilo do caso Master é quebrado após pressão sobre Mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo de um procedimento que reúne informações sobre a rede de pagamentos...
Dino derruba sigilo e expõe bastidores milionários de “Dark Horse”
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou no domingo (13) o sigilo da investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre possíveis irregularidades...
Quaest: Flávio ultrapassa Lula no 2º turno; PT lidera no 1º turno
Nesta segunda-feira (14), a Quaest divulgou sua mais nova pesquisa com os números da corrida presidencial 2026. No primeiro turno, Lula (PT) segue na liderança, com...
PF investiga Cezinha de Madureira, articulador do encontro entre Vorcaro e Mendonça
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, que investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e...
PF aponta pagamentos de até R$ 760 mil de Vorcaro por informações sigilosas do Banco Central
A Polícia Federal apontou que dois servidores do Banco Central teriam recebido pagamentos e outras vantagens para fornecer informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





