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Cristina Graeml, “Dra Cloroquina” e Nise Yamaguchi: negacionistas da Covid são candidatas em 2026

Entre as candidaturas às eleições de 2026 estão pessoas que, durante a pandemia da Covid, defenderam contrárias às evidências científicas, colocando em dúvida a eficácia das vacinas, pregando o chamado “tratamento precoce”, e atacando as medidas de isolamento social. A lista inclui a jornalista Cristina Graeml (PSD-PR), e as médicas Raíssa Soares (PL-BA) e Nise Yamaguchi (PL-SP).

Candidata ao Senado pelo Paraná, Cristina foi contra a vacina e as medidas de distanciamento, além de defender o uso da cloroquina e da ivermectina. Nas eleições de 2024, quando disputou o segundo turno para a prefeitura de Curitiba, anunciou que, se eleita, nomearia Raíssa Soares como secretária da Saúde. “A doutora Raíssa Soares foi aprovada por médicos de direita, conservadores, e ela será nossa secretária de Saúde, com muito orgulho, pra Curitiba.”, disse durante a campanha.

Raíssa Soares – que foi secretária municipal da Saúde de Porto Seguro (BA) – atualmente é candidata a deputada federal pelo PL. Ela ficou conhecida como a “doutora Cloroquina”, por defender o “tratamento precoce”, com medicamentos sem nenhuma eficácia contra a doença.

“O que nós temos hoje é a linha do tratamento precoce. Esse é um movimento nacional de médicos autônomos que se uniram no Brasil inteiro. Várias cidades e estados que estão aplicando o tratamento precoce estão tendo redução da gravidade da doença”, disse ela em agosto de 2020. “A vacina, como algo que está sendo lançado rápido, é totalmente imprudente”, afirmou ela em setembro do mesmo ano.

Também candidata a deputada federal pelo PL, mas em São Paulo, a médica Nise Yamaguchi atuou como consultora do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro. Era defensora do “tratamento precoce” e crítica da vacinação. “A hidroxicloroquina, o zinco e a azitromicina, os três juntos fazem com que o vírus não se replique. Baixa a carga viral e o sistema imunológico é o grande herói”, afirmou ela na época. “Nós temos receio das reações adversas graves que podem acontecer em médio e longo prazo. A população precisa estar informada de que são vacinas em fase experimental”, alegou.

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