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Encontro no Tinder termina em cárcere, violência e prejuízo de R$ 30 mil em Campo Grande

Um encontro iniciado pelo Tinder terminou em uma investigação por violência doméstica, cárcere privado e prejuízo financeiro de pelo menos R$ 30 mil em Campo Grande (MS). A vítima, de 39 anos, afirmou ter passado três meses sob controle do companheiro, preso na sexta-feira (11) após a polícia descobrir que ele teria usado uma identidade falsa para se aproximar dela.

O suspeito, de 31 anos, apresentou-se no aplicativo com outro nome e disse ter 29 anos. Depois de conquistar a confiança da mulher e dos filhos, mudou-se para a residência da família e começou a interferir na rotina da casa.

Segundo o registro policial, o homem convenceu a vítima de que parentes planejavam atacá-la e passou a se apresentar como seu único protetor. Com o medo instalado, ela trocou de telefone, afastou-se da família e perdeu autonomia até para realizar atividades básicas.

A mulher também relatou agressões físicas e violência sexual frequente. O controle teria atingido ainda os cuidados com um dos filhos, que possui deficiência física e mental e depende de assistência diária.

Além de monitorar o celular, o suspeito teria assumido o acesso aos aplicativos bancários e movimentado valores recebidos como pensão alimentícia. A vítima calcula que saques e transferências provocaram perda mínima de R$ 30 mil durante o relacionamento.

O caso começou a ser esclarecido quando ela compareceu à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para acusar familiares, seguindo ordens do companheiro. As inconsistências do relato chamaram a atenção da equipe, que já havia recebido pelo Ligue 180 uma denúncia indicando a possibilidade de cárcere e violência.

Ao conversar reservadamente com a polícia, longe do telefone monitorado, a mulher descobriu a verdadeira identidade do suspeito e contou que havia sido pressionada a registrar ocorrências falsas. Ele foi localizado dentro de um carro, próximo à delegacia, acompanhado da filha de oito anos da vítima.

Os agentes encontraram R$ 2.885 em espécie com o investigado, quantia reconhecida pela mulher como sua. A prisão preventiva foi mantida no domingo (13), enquanto ela retomou o convívio familiar e os cuidados com os filhos.

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